Manifesto por uma alimentação mais saudável e sustentável

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Somos pesquisadores, acadêmicos, agricultores. Somos pessoas que buscam alternativas para novas formas de vida, incentivando uma agricultura familiar, agroecológica, fomentando novos espaços de comercialização de recursos e recursos ligados ao hábito de alimentar, apresentando assim novas concepções de vida integradas à terra.

 

Promovemos Alimentos Orgânicos e Alimentares, Protegendo o Processo Alimentar. Da pena ao prato. Além disso, trabalhamos pontos como responsabilidade socioambiental; cultura, memória e tradição alimentar; pesquisa e inovação tecnológica; e outros valores que agregam e são o caminho de colaboração para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS.

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O manifesto

A Fundação Cepema, COOPERBIO, Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Instituto Iracema, Observatório Cearense de Cultura Alimentar (OCCA), Novo Conceito e U&We, reunidas com parceiros e apoiadores, lançam manifesto sobre a urgência de um tema caro à vida humana e ao planeta, a forma como produzimos, consumimos e alimentamos nossos corpos. 

 

Criar alternativas para novas formas de vida é um desafio que estamos aptos a enfrentar, incentivando a agricultura familiar agroecológica, fomentando a criação de novos espaços de comercialização de alimentos orgânicos, resgatando os valores ligados aos hábitos da alimentação e apresentando novas concepções de vida integrada à Terra. Buscamos impactar fornecedores e consumidores de toda a cadeia de alimentos, agricultores familiar, grandes indústrias, restaurantes, Chefs, universidades, agentes públicos, pois vemos nessas pessoas e instituições elos disseminadores de nossos desafios.

 

O Stockholm Resilience Centre, Universidade de Estocolmo, listou cinco áreas que são necessárias para alcançar uma alimentação sustentável, a fim de lograr objetivos propostos no Acordo de Paris – COP 21:

 

1) mudar as dietas e reduzir pela metade a ingestão de carne, com mais dietas vegetarianas;

2) reduzir drasticamente o desperdício de alimentos, que atualmente é de 30% em escala mundial;

3) investir em tecnologia, para nos levar a uma situação em que possamos aumentar a produtividade sem que isso aconteça às custas da natureza, sendo a agricultura um grande causador das mudanças climáticas;

4) construir regulamentos e sistemas de financiamento para uma agricultura sustentável;

5) buscar conhecimento e disseminar informações para além dos alimentos saudáveis, se concentrar na promoção dos alimentos sustentáveis (Johan Rockström​, Universidade de Estocolmo)​.

 

As pesquisas mais recentes afirmam que​se resolvermos a questão da comida, resolvemos o problema do planeta. A comissão científica EAT-Lancet publicou, em janeiro de 2019,​estudo indicando que​transformações na dieta poderiam  evitar anualmente 11 milhões de mortes prematuras relacionadas com a alimentação. Perda de biodiversidade, mudanças climáticas, o uso da terra, da água doce, também são pontos que estão diretamente relacionados com a produção de nossos alimentos. Todavia, Sonja Vermeulen, integrante da EAT-Lancet aponta para a possibilidade de grandes mudanças futuras na dieta mundial, visto que no passado ocorreram alterações significativas. A agricultura sustentável tem que sequestrar o carbono ao invés de emiti-lo, aumentando a biodiversidade e contrapondo sua redução.

 

A alimentação saudável e sustentável, indicada por​Rockström​como a mais salutar para o planeta, é de fundamental importância para o êxito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS da ONU, adotados pela Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável em 2015​. Estamos com pressa, temos poucos anos para mudar a agricultura e os estilos de vida.

 

O Ceará Organic Food Festival – Festival Internacional de Gastronomia Orgânica,​se propõe a ser uma plataforma de alianças na construção e produção de uma alimentação sustentável, incorporando os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável quanto à proteção da vida nas águas, e terrestre, na redução das desigualdades, e da fome, na promoção de saúde e bem-estar, de uma agricultura sustentável, e na construção de parcerias para implantação de ações transformadoras. Também a promover e dar visibilidade às iniciativas já existentes que buscam menores impactos, estimular novos hábitos e reforçar elos entre produtores e consumidores, pesquisadores, empresas, valorizar os conhecimentos tradicionais e científicos sobre o tema. Para isso adotamos seis eixos temáticos que guiarão na  realização do Festival.

 

Faça o download do Relatório Sumário da Comissão EAT-Lancet e conheça mais sobre Sistemas  Alimentares Sustentáveis e muito mais: